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Poemas

O SACO DA POESIA

Não tenhas medo.
Um poema que sai,
um novo livro na praça,
não é mais
que um balde de água
       no Amazonas,
um punhado de areia
                  no Saara.

A ninguém faz mal
o poeta. Apenas se entretém
na teia em que sente
o sol gastar-se.

No imenso céu
a galáxia vai adiante,
indiferente ao rumor
de algum planeta
que, lunático, a segue
em linhas tortas.

Alcides Buss


EquipeDigital.com