DE PORCELANAS E DE AMOR
Uma noite, em folgas de Natal,
estivemos numa festa de família
em Itaipulândia,
às margens do grande rio
represado.
Falamos de amores perdidos
e da arte de ter, em casa,
porcelanas.
Com receio de quebrá-las,
não se as usa
- a vida inteira guardadas!
Ponderamos: se não as usamos,
perdemo-las,
assim como de amar
em silêncio
deixamos passar
o amor de que somos feitos.
Alcides Buss